sábado, 13 de junho de 2015

Festa Junina


Que saudade das festas juninas do meu Rio de Janeiro. A igreja católica se engajava pra valer em comemoração aos santos reverenciados neste mês, são eles: Antonio, João e Pedro. A quermesse não decepcionava para fazer acontecer à festa junina no pátio da igreja próximo a minha residência. Lembro-me que antigamente, lá pelos anos setenta e início de oitenta, no mês de junho a população se movimentava como um todo. As ruas eram enfeitadas com bandeirinhas coloridas, os bambus limitavam a extensão do espaço da rua utilizado formando um arco, as barracas não podiam faltar principalmente a de pescaria, maçã do amor, a de arremesso de meias nas latas empilhadas, entre tantas outras. As quadrilhas disputavam palmo a palmo qual era a melhor e todos se atreviam dançar, até as escolas tinham o evento popularmente chamado de caipira, as mães participavam atentamente para que seus filhos dançassem com os coleguinhas de classe e a parte que eu mais gostava de assistir era o casamento. Os baloeiros nos recepcionavam com enormes e lindos balões e armações pra lá de criativas, mas hoje virou crime soltar balões por causa dos riscos de incêndio. Já em torno de nossas residências não faltavam às fogueiras para assar batatas e nos aquecer junto a um quentão maravilhoso diante de um inverno bem friento. Esta época era propícia para o inicio de novos relacionamentos amorosos, novas amizades e uma interação maravilhosa entre a vizinhança. Mas hoje tudo parece ter esfriado, as pessoas andam muito distantes umas das outras, as festas populares como a junina já não as atraem mais e a colaboração tão desejada no passado ficou para trás, não existe mais interesse de uma maior aproximação. O mundo mudou para pior e o maior reflexo é a distância provocada pela mudança de relacionamento, que deixou de ser aquela aproximação tão natural para ser uma relação online, mais cômoda e fria, sem verdade alguma, não tem mais o famoso olho no olho, uma pena!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O Esforçado e o Preguiçoso!


Assim diz o esforçado: Dia 1º de maio é dia do trabalho ou do trabalhador? Não importa! É uma relevante conquista e temos que celebrá-la com afinco junto aos nossos familiares. Digno é o trabalhador do seu salário disse o nosso grande Apóstolo Paulo e cada um cumpre sua missão para não deixar mal o seu patrão e nem a família na mão! Um trabalhador decidido não tem medo da vida, é digno de vivenciar os seus objetivos e quem vive com propósito de sucesso nesta área, motiva só quem pensa em crescer na vida. Ser alguém que acredita nos sonhos realizados através do trabalho é maravilhoso e ser o primeiro é objetivo de todos. Ser pioneiro é coragem de um grande desbravador! Ser somente um no meio é para os outros, mas ser dia primeiro de maio é ser dia do trabalhador. Trabalhar por necessidade é obrigação de todos, trabalhar por prazer é inspiração, trabalhar sem sonhar é triste, mas trabalhar com objetivos traçados é ser vencedor! Vamos reverenciar esse lindo dia onde o trabalhador conhece o seu grande valor e não vamos esquecer que essa gente leva o nosso país ao topo no exterior. Porém, assim diz o preguiçoso: Dia 1º de maio é dia do trabalho ou do trabalhador? Eu não quero nem saber, eu ignoro tudo isso e ainda mataria quem o inventou! Só que ele não sabe que não pode matar o Criador. A palavra de Deus diz que o preguiçoso deveria aprender com as formigas para não sofrer com a chuva, o frio e a fome que sempre vem. Mas os preguiçosos geralmente só querem saber de bebidas, pois alcoolizados atenuam as frustrações de suas vidas. Essas pessoas patéticas não tem motivação para combater nada, até mesmo a inércia! Preguiça é um estilo de vida para alguns e uma tentação para muitos, no entanto, para o homem lutador a preguiça é pecado. No obstante a questão: na disputa do esforçado e o preguiçoso, um sonha e corre atrás para que o seu sonho se torne realidade, já o outro vê somente as dificuldades e vive a procurar desculpas que lhe servirão de motivo, por não ter conseguido alcançar o seu objetivo. E o maior exemplo que fica como frutos dessas duas vidas são: Os esforçados que trabalham têm em suas conquistas os frutos que servirão de exemplo para a sua posteridade, e na maioria dos casos, até servem como alicerces para essas vidas que estão chegando ao mundo, pois o seu amparo legal é fundamental para o crescimento dessas novas gerações. No que tange ao preguiçoso, os seus frutos já nascem condenados à fome, a miséria e a violência gratuita, que vem de todas as partes e ele não tem como protegê-los, pois não conseguiu acumular bênçãos oriundas dos seus esforços, pois eles nem existiram, daí fica toda a sua linhagem entregue a própria sorte.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Aedes Aegypti


O número de casos de dengue registrados no Brasil em 2015 já é 240% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, em São Paulo com 257.809 casos confirmados, concentra mais da metade dos casos do País. O número é quase 700% maior que o mesmo período do ano passado, quando 35 mil pessoas foram infectadas. Quando tomamos ciência do número de pessoas atingidas pela picada do Aedes aegypti em São Paulo, percebemos se tratar de uma verdadeira epidemia. Aí nos remetemos a falta d'água que o estado está sofrendo a mais de um ano, pessoas estocando água de todas as formas irregulares possíveis, até quem não tem as mínimas condições de fazê-lo têm feito por necessidade, além da falta de políticas publicas, isso também pode ter concorrido para o agravamento da doença no estado. É pessoal, lá se vai o tempo em que o pernilongo era o maior perturbador do nosso sono, as chamadas muriçocas ou carapanãs, entre tantos outros nomes regionais dados a esses aprendizes de vampiros nos tem deixado saudade. Lembro-me das noites de verão quando eu ia para o interior, era um maior do que o outro, eles não davam sossego, enquanto um tocava uma sonora música ao pé do ouvido para nos distrair outros se alimentavam de nossas pernas descobertas. Algumas picadas machucavam pra valer já outras pareciam que os locais eram anestesiados antes das picadas. Ao amanhecer dava a impressão de que tínhamos adquirido catapora de tantas picadas, mas no decorrer do dia a vingança era certa, pegávamos os bichinhos dormindo com as suas barriginhas vermelhinhas do nosso liquido precioso. Numa só pancada eles explodiam, ia sangue para tudo quanto é lado, as pinturas das paredes não resistiam as tantas marcas de sangue, as nossas mãos traziam o que sobrou dos pobres mosquitos mergulhados numa poça de sangue humano, até porque, quando estão de barriga vazia, ao matá-los não há vestígios de nada vermelho no seu corpo, fica tudo amarronzado. Mas era uma luta leal, eles pela sobrevivência, nós para nos livrarmos do incomodo noturno e daquelas marcas desagradáveis que perduravam por alguns dias. Toda noite havia guerra, seja no interior ou na cidade, em maior ou menor número a lutar era franca e nós sempre vencíamos pelo tamanho, força e tecnologia. Mas agora parece que eles formaram uma tropa de elite, não querem somente se alimentar do nosso sangue, eles querem nos exterminar, vingar os entes queridos do passado. O Aedes aegypti tem semelhança com o Estado Islâmico, destrói tudo o que ver pela frente, seja rico, ou seja, pobre o mosquito sempre vem! E mesmo com a luz no fim do túnel que apareceu, através dos estudos científicos que passaram a criar essa classe de mosquito em laboratório, percebesse que ainda não é o fim, a caminhada é longa nesta luta, mas acredito que juntos as campanhas publicitárias, a conscientização da população e os esforços dos cientistas, em longo prazo resolverão este problema.