sábado, 31 de julho de 2010

Fases da Vida - Sonetos


















Infância...

Nossa amada infância muito querida,
Das travessuras diariamente vívidas.
Andávamos descalços naquelas ruas,
Nós sempre corríamos atrás das pipas.

O jogo de bola no bairro era uma rotina,
Todos lá, tinham o seu time de várzea...
Jogávamos num campinho chamado pista,
As rivalidades ali cresciam e acirravam.

Mas no fim de tarde tudo era esquecido,
Nas saudosas brincadeiras de pular carniça,
Do pique esconde e do policia e bandido.

Lá, se vão aqueles tempos maravilhosos,
Que infelizmente para nós não voltam mais,
Mas contemplamos ao fechar nossos olhos!


Juventude...

A bela infância passou na velocidade da luz,
Aí, chegamos à fase mais linda de nossa vida.
Época que a frenética emoção nos conduziu,
Com uma infantil paixão muitas vezes punida.

Conhecemos outros amores nestas aventuras,
Voltamos a nos apaixonar e sofrer decepções.
Impulsos descontrolados, motivos de loucuras...
Quem não quer entender, não aceita explicações!

Tudo passa, perdemos pessoas muito preciosas...
Por não conhecermos a nossa própria ignorância.
Mas Deus é misericordioso e tudo em nós renova.

E quando renovado a paixão novamente aflora,
Mudamos a conduta e o caráter fica inteligente,
Agimos com o coração e a mente se transforma.


Fase adulta...

Época em que as cabeçadas que demos na vida,
E que em alguns casos, ainda doem no coração!
Viraram certezas da juventude mal conduzida.
De difícil digestão, para superá-las com emoção.

Tornamo-nos homens maduros no entendimento,
Deixando para trás uma época bem inconstante.
Ao construir família se contempla novos tempos,
Passamos a ser líder dentro do lar e dominante!

Outras gerações precisam ouvir mais atentamente,
Os casos passados de uma vida muito delirante...
Pois assim aprenderão a fazer tudo bem diferente.

São histórias vívidas de um passado tão recente,
Onde a paixão bagunçou demais com o coração,
Deixando marcas profundas, tristes e incessantes.


Sobejo da velhice...

Ao Chegar no grau máximo da conturbada vida,
Onde tudo o que foi feito nos é sempre cobrado.
Duros remorsos da tirania durante a sua velhice,
Passo mal dado ao longo da vida de espetáculo.

Na velhice contemplamos as nossas desventuras,
Aquelas que consumiram toda nossa feliz euforia.
A tempo de corrigir os erros das tristes aventuras,
Mudando as colheitas para rever de novo a alegria!

A morte não irá resolver todos os nossos defeitos,
Enquanto tivermos vida haverá sempre uma saída,
Assim poderemos recomeçar com novos conceitos...

Vivendo nova vida de forma bem mais difundida,
Respeitando as diferenças e as pessoas ao largo,
Manteremos a alegria e nosso amor sempre à vista.

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