sexta-feira, 30 de julho de 2010

Grito do Silêncio - Soneto

Ouço bem a voz do silêncio dentro de mim
Assediando-me a soltá-la num estrondoso grito
Seu desespero, reflexo de uma ardência sem fim
De um pobre coração triste cansando e oprimido

Olho a minha volta e não vejo ninguém
Penso então, cometer essa loucura
Gritar e não ser ouvido - Ainda bem!
Pois a voz do silêncio ninguém escuta

A natureza quebra o silêncio quando quer falar
Relâmpagos maremotos terremotos e vendavais
São sinais de quem está querendo se comunicar

Aprendi que só grita quem está sentindo dor
Eu estou sentindo muita dor - Eu vou gritar!
Socorro! Eu fui abandonado pelo meu amor.

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