domingo, 1 de maio de 2011

Frangalho - Soneto

Diante das lágrimas que correm,
Vejo uma alma em pleno frangalho,
Não vislumbro uma saída que vem,
Trazer alívio para esse meu atrapalho.

Quando um erro busca se apresentar,
A consciência sempre tenta intervir,
Mas se não der ouvido e disfarçar,
As consequências do erro irão invadir.

As lágrimas que doem são as engolidas,
Pois as que caem na face aliviam a alma,
E trazem um renovo para vida sentida.

Difícil mesmo é esconder a lágrima sofrida,
Por mais que se tente sorrir soberbamente,
O pranto vai lhe envolvendo as escondidas.

Um comentário:

SIMONE PRADO disse...

...E ASSIM VAI-SE GEMENDO E CHORANDO NUM VAZIO DE ALMA, QUERENDO POR UM MOMENTO UM MILAGRE...