segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

No Tempo Que Me Resta - Poesia

Ao olhar os meus cabelos já grisalhos,
Penso nas tantas coisas que passaram...
Não são mais frequentes como antes,
Os amigos se foram para nunca mais, sumiram!

Cada um no seu canto buscando um conforto,
As pequenas ações agora são percebidas...
Velhos amigos espalhados em todo canto,
Nossos esforços são para outras vidas.

Nos contorcemos em momentos de nostalgia,
Sem saída buscamos sempre o que fazer.
No tempo que me resta, xô melancolia!
Saiba que não me venceu, eu quero viver.

São tantas intervenções pelo amor pretendido...
Lutas inglórias pelos que não querem mudar.
Só para ver a felicidade alheia e plena,
O politicamente correto, eu prefiro ignorar.

Enquanto o tempo se espreme com rapidez,
Eu viajo nos encantos da literatura.
Busco ter serenidade nas ações de solidez,
Dou mais valor aos aromas da natureza.

Quem resolve não mudar e fica estático,
Vai morrendo um pouquinho a cada dia!
Eu vou ouvindo e pensando nas mudanças,
Para continuar vivo e com muita alegria!

Um comentário:

LUZ disse...

Olá Djalma,

Só devemos parar, quando morremos.
A vida é bela.

Beijos de luz.