segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Nostalgia - Mensagem de Texto


Estava cá com os meus botões analisando a vida de uma forma bem genérica. De repente, num piscar de olhos me vi as vésperas de completar 11 anos de idade com um problemão para época, eu não conseguia resolver os problemas de matemática, em especial o tal quadradinho, essencial para passar de quinto ano primário para o tão almejado primeiro ano ginasial. Confesso que meu finado pai até tentou me ajudar, mas a sua forma grossa de ensinar não permitia o meu aprendizado. Graças a uma intervenção divina só podia ser intervenção divina conseguir passar, mas com a ressalva de que minha querida mãe foi a responsável indireta pelo fato, já que sempre se esmerou para que eu e meus poucos oito irmãos atingíssemos os nossos objetivos escolares.

Num outro piscar de olhos eu me vi aos 20 anos de idade, nesta época já era um belo jovem, cheio de energia e muita vida pela frente. Não posso reclamar de minha juventude, trabalhei bastante e namorei mais ainda, mas como ninguém é perfeito casei cedo, aos vinte e cinco anos e desse relacionamento que também não posso reclamar, tenho duas filhas maravilhosas e uma esposa esforçada em querer me fazer feliz, e por isso nos amamos mais ainda. Mas quando atingi os trinta anos, eu percebi que a juventude estava me dando um tchau, mas como não sou bobo, ignorei essa despedida até completar os meus quarenta e cinco anos.

Hoje, as vésperas de completar meio século, em dezembro se Deus permitir eu farei cinquenta anos, percebo o quanto o mundo mudou, as pessoas mudaram para pior. Na minha época o ser humano era mais solidário, vivíamos em comunidade e todos se respeitavam mais e o romantismo era a palavra de ordem. Mas com a chegada da informática, os vídeos games e a internet entre outras modalidades de jogos e inventos eletrônicos, como o celular, parecem que deixaram as pessoas mais frias umas se distanciaram das outras como se essa fosse à palavra de ordem.

A exploração imobiliária junto à violência acabou com o que tínhamos de melhor, o futebol de várzea, as feiras livres, os açougues, as quitandas e padarias que agora estão comprimidas em supermercados, que não tratam como deveriam os seus clientes e cobram caro por alimentos maus feitos ou maus conservados. Quanto as festas tradicionais, elas quase despareceram devido aos altos índices de violência em minha cidade. Daí sobrou à nostalgia, um desejo enorme de voltar a algum ponto do passado, a alma geme quando viaja na utopia de tentar reviver o que não pode mais ser mais vivido, mas eu tenho um alento vivi o melhor do que poderia ter vivido e sobrevivi a tudo de ruim que passei e hoje sinto não poder compartilhar com os melhores amigos daqueles tempos maravilhosos, alguns deles Deus já recolheu e quanto a outros, simplesmente resolveram fazer outras pessoas felizes em outros lugares e eu não os vejo a mais de uma década. E quanto a você, já parou para reviver o seu passado? 

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